Em 1897, dezenas de homens e mulheres atravessaram o Atlântico munidos
apenas de um passaporte e da esperança de regressar. Esta crónica reconstrói
uma dessas partidas.
Os registos oficiais dizem pouco, mas lidos em conjunto revelam padrões
silenciosos de migração.
Passaporte emitido em 1897
O concelho apresentava, nesse período, um crescimento populacional que
contrastava com a escassez de trabalho agrícola.
“Partiu sozinho, com destino ao Rio de Janeiro, levando apenas uma mala de madeira.”
O destino repetia-se nos livros de passaportes: Brasil, Brasil, Brasil.